Eu nunca gostei de poesia. Não pelo estilo estilo literário. Não, longe disso. Acredito firmememente na capacidade de expressão da alma, não importa o meio artístico. Tudo, de certo modo, é válido. Meu problema com poesia, em verdade, sempre foi tentar interpretar-adivinhar o que o poeta havia escrito. Nunca achei que fosse muito relevante passar horas analisando as muitas camadas de complexidade emocional de algum escritor que nem sequer conhecia. Psicanálise à distância? Talvez hoje eu compreenda, no entanto, que a análise literária de versos alheios funcionem mais como uma maneira de desvendar os mistérios acerca de si mesmo. Espero que os meus poemas rústicos o inspirem de alguma maneira...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

A Mina de Ouro

A MINA DE OURO

Palo Alto, 22 de julho de 2011 (sexta-feira)
4:28 PM

Sentada observando a mina de ouro.
Ou seriam diamantes?
Não há lapidação. Impossível lapidar.
Impossível lapidar o que ficou tanto tempo edurecido,
encrustado em camadas profundas.
O brilho acende uma luz na escuridão.
Velho cliché que não nos abandona.
Será que há esperanças agora que estou rica?

Versos Livres

VERSOS LIVRES

Palo Alto, 21 de julho de 2011 (quinta-feira)
11:56 PM

Os meus versos são livres,
porque a minha alma não sabe rimar.
O meu espírito grita,
brada aos quatro ventos,
chora e geme,
ri o riso incontrolável dos loucos.
Os meus versos são livres,
porque a minha alma não sabe falar.